Antes da Estante

Festa Infinita: para o alto e além

Posted in De segunda by Tomás Chiaverini on abril 27, 2009

Um dos grandes desafios do “Festa Infinita”, na minha opinião, é conseguir ir além do mundo da música eletrônica. É ser valorizado como um livro que seja interessante e válido para os mais diversos públicos. Meu sonho, na verdade, é que ele seja lido por pessoas que nunca se interessaram por raves, mas que ouçam falar do livro e resolvam lê-lo apenas por conter boas histórias sobre o mundo real contemporâneo.

Por isso, fiquei triplamente feliz quando, na semana passada, encontrei esta resenha do livro no blog do Mauro Ferreira. O primeiro motivo da felicidade é que Mauro está além do mundo da música eletrônica. O segundo é que ele é um jornalista experiente e conceituado, já trabalhou em importantes jornais cariocas e seu blog é uma referência no mundo da música. E terceiro, mas de forma alguma menos importante, é que a resenha é extremamente elogiosa.

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5 Respostas

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  1. Olavo said, on abril 29, 2009 at 18:28

    Tomás,

    Li seu livro e a critica no blog do Mauro Ferreira. Mas algo esta errado! O garoto Fabrício Rotiely morreu por tomar ecstasy?? Olha, não é isso que esta escrito no seu livro! O Festival UIniverso Paralello que você retrata… Foi na virada de 2008 para 2009 não é mesmo? Não é o que está escrito no blog. Não sei se o jornalista é seu amigo ou não, mas a verdade é que me parece que ele (no máximo) deu uma passeada pelo livro e não o leu inteiro e com a atenção necessária, como se espera que alguém que faz uma resenha o fizesse. Talvez seja o caso de recomendar outro blog, outra resenha mais coondizente com o texto…

    Quanto ao livro em si eu gostei, mas aponto alguns problemas. O primeiro é que em alguns momentos você deixa bem claro seu preconceito com a música eletrônica, como no momento em que você diz que a música é “infernal”. Este é um conceito bem subjetivo, uma opinião sua que reflete apenas seu gosto musical. Outras (poucas) partes do livro também refletem o que parece um preconceito geral com a cena. Mas como disse gostei do livro, mas se um dia você fizer uma revisão do texto, perceba que não se pode usar o jornalismo literário para expor preconceitos pessoais.

    Boa sorte!

  2. Tomás Chiaverini said, on abril 29, 2009 at 18:54

    Caro Olavo,
    Os dois deslizes apontados por você realmente ocorrem no texto do Mauro Ferreira (que não é meu amigo ou conhecido). Apesar disso, como citei no post, acho que a resenha é extremamente válida pois é a primeira feita por alguém que não pertence ao mundo da música eletrônica. Se quiser ler outras resenhas sobre o livro, recomendo que você clique no link “Festa Infinita na imprensa”, na barra lateral.
    Agora quanto ao preconceito no texto, tenho que discordar de você. E para embasar meus argumentos, reproduzo abaixo o trecho do texto em que aparece a tal da palavra “infernal”:

    (…)Além disso, não há população do interior que não se sinta minimamente amedrontada quando cinco ou dez mil jovens com aquelas roupas estranhas invadem a cidade para passar vinte e quatro horas pulando debaixo daquele tum, tum, tum infernal, e depois vão embora sem deixar nada em troca a não ser garrafas d’água vazia. (…)

    Perceba, caro Olavo, que todo esse trecho do texto tem uma leve carga de preconceito. As roupas estranhas, a invasão da cidade, o ir embora sem deixar nada em troca, e o tum, tum, tum infernal. Mas essa forma narrativa, na verdade, reflete a visão da “população do interior” e não do repórter/narrador. A idéia é justamente mostrar a visão preconceituosa que muita gente tem das raves.
    É uma forma narrativa irônica e pouco comum no jornalismo convencional. Pode causar confusões a quem não está acostumado, mas aí que está a graça da coisa.
    Espero ter esclarecido um pouco as coisas e fico feliz que tenha gostado do livro.
    Um abraço.

  3. Ivo Neuman said, on maio 3, 2009 at 18:07

    Salve!

    Incrível perceber que posso comentar no blog do autor do livro que acabei de ler. Acho que isso deve ter consequências drásticas no futuro da literatura.

    Mas enfim, escrevo para agradecer pela leitura mais que prazerosa do “Festa Infinita”. Foi extremamente reconfortante observar relatos repletos de estranheza e deslumbre diante d eum mundo estranho e deslumbrante.

    Fiz um textículo no meu blog a respeito:
    http://www.treta.com.br/2009/05/a-revoluo-individual.html

    Mais uma vez, obrigado e parabéns pelo livro! Espero que a repercussão venha à altura.

    Paz do Senhor!
    Ivo Neuman

  4. Rafael said, on maio 19, 2009 at 16:38

    Tomás, boa tarde!

    Tomei conhecimento do seu livro justamente pelo blog do Mauro Ferreira, no dia em que ele publicou o post. Desde então, eu – que nunca me interessei pelo assunto “rave” – fiquei curioso para ler “Festa Infinita”.

    Pois bem, hoje de manhã a moto do Submarino estacionou na portaria do meu prédio com o exemplar que eu havia encomendado. E já estou agradavelmente surpreso. Primeiro com o prefácio escrito pelo Kotscho; segundo por ter descoberto (pela orelha da obra!) este blog; mas principalmente pela narrativa.

    O negócio é que, pelo menos até agora, me deu uma vontade grande de conhecer “ao vivo” este mundo, “só para ver como é…”

    Parabéns!

  5. Tomás Chiaverini said, on maio 19, 2009 at 17:27

    Que bom que esteja gostando, Rafael.
    Vá em frente que, na minha opinião, a melhor parte do livro é a segunda metade.


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