Antes da Estante

Visões antropológicas

Posted in De Quinta by Tomás Chiaverini on outubro 2, 2008

“toda festa, mesmo quando puramente laica em suas origens, tem certas

características de cerimônia religiosa, pois, em todos os casos ela tem por

efeito aproximar os indivíduos, colocar em movimento as massas e suscitar

assim um estado de efervescência, às vezes mesmo de delírio, que não é

desprovido de parentesco com o estado religioso.[…] Pode-se observar,

também, tanto num caso como no outro, as mesmas manifestações: gritos,

cantos, música, movimentos violentos, danças, procura de excitantes que

elevem o nível vital etc. Enfatiza-se freqüentemente que as festas populares

conduzem ao excesso, fazem perder de vista o limite que separa o lícito do

ilícito. Existem igualmente cerimônias religiosas que determinam como

necessidade violar as regras ordinariamente mais respeitadas. Não é,

certamente, que não seja possível diferenciar as duas formas de atividade

pública. O simples divertimento, […] não tem um objeto sério, enquanto

que, no seu conjunto, uma cerimônia ritual tem sempre uma finalidade

grave. Mas é preciso observar que talvez não exista divertimento onde a

vida séria não tenha qualquer eco. No fundo a diferença está mais na

proporção desigual segundo a qual esses dois elementos estão combinados.”

Émile Durkheim (sociólogo francês)

Citação extraída da tese de mestrado “Festa à Brasileira: significados do festejar, no país que “não é sério””, da antropóloga Rita de Cássia de Mello Peixoto Amaral.

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