Antes da Estante

Andamento

Posted in De segunda by Tomás Chiaverini on agosto 12, 2008

Já temos 143 páginas de texto no formato A4, o que equivale a pouco mais de 200 páginas no formato de livro.

Nas primeiras oitenta e poucas páginas, temos um primeiro capítulo, que narra uma rave do começo ao fim; e temos uma coleção de perfis de DJs, produtores e personalidades do meio que se misturam a dados históricos e curiosidades sobre os bastidores das festas.

Depois temos mais cinqüenta e tantas páginas, que se constituem basicamente na descrição das venturas e desventuras de um grupo de ravers durante o festival Trancendence, em Goiás. Para isso, acompanhamos os festeiros desde o embarque em um ônibus fretado em São Paulo, até passeios pela Chapada dos Veadeiros, após os cinco dias de festa.

A idéia inicial, de que essa narrativa seria intercalada aos primeiros capítulos, foi abandonada. Poderia até se tornar um exercício narrativo interessante, mas, como freqüentemente ocorre com obras que abusam dos malabarismos estilísticos, acabaríamos por perder em objetividade e clareza.

Assim, os capítulos sobre o Trancendence devem ter a honra de finalizar o livro. Em todas as 140 páginas ainda temos uma porção de enxertos sobre consumo, história e tráfico de drogas; sobre mecanismos de produção e comercialização de música eletrônica; sobre moda; sobre sexualidade; enfim, toda uma gama de informações a respeito desse barulhento mundo de diversão e êxtase.

Então está bom. Temos começo, meio, fim. Tudo pronto, no ponto e perfeito? Rodem as prensas?

Evidente que não.

Ainda falta abordar dois temas de peso. Um é a proibição das raves, que está se tornando comum nos municípios de São Paulo e, se um projeto que tramita na Câmara dos Deputados for aprovado, acabará com as festas em todo o estado (pelo menos as legais). O outro é mais divertido: a montagem do festival Universo Paralello, que ocorre na Bahia e é a mãe de todas as festas brasileiras.

Mas se é só isso, o livro está praticamente pronto?, indagariam os leitores mais ansiosos.

Infelizmente a resposta é não mais uma vez.

O que temos nas 140 páginas escritas é o texto bruto. Muitas das informações que estão lá terão de ser checadas, conferidas. Depois serão cortadas, ampliadas ou modificadas e cada parágrafo será lido, relido e reescrito umas três ou quatro vezes.

Além disso, durante todo esse tempo, a apuração continua. Os personagens dessas páginas serão entrevistados muitas vezes mais, e novas histórias surgirão e serão cirurgicamente inseridas no texto que vai ficando cada vez mais redondo e suculento como uma manga madura.

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3 Respostas

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  1. Bruno said, on agosto 13, 2008 at 00:07

    Querem proibir as raves? Governo do Estado, construindo um futuro pior.

  2. Tomás Chiaverini said, on agosto 13, 2008 at 14:35

    Pois é.

    No Estado de São Paulo já foram proibidas em Indaiatuba e Campinas. Há ainda proibições no Rio e em Santa Catarina.

    Em todos os casos as leis não proíbem as raves, mas colocam tantos pré-requisitos que a produção fica impraticável.

  3. Danita said, on agosto 15, 2008 at 15:30

    que sacanagem esse post. tenha dó dos ansiosos.


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