Antes da Estante

On the road

Posted in Uncategorized by Tomás Chiaverini on julho 17, 2008

Pagando a mísera quantia de R$13 a hora pelo acesso à internet, escrevo direto do aeroporto de Brasília apenas para falar do lado divertido de se trabalhar sem patrão, carteira assinada e, como não podia deixar de ser, sem salário.

Sim, eu fiquei cinco noites acampado em meio a cinco mil malucos que passaram esse tempo todo buscando a transcendência através de música, drogas e provações físicas. Mas voltarei a isso mais tarde e agora vou apenas contar um pouco sobre meus bizarros deslocamentos.

Saí de São Paulo na terça passada, dia 8, metido em um ônibus com mais de quarenta ravers e suas bolsas, pochetes e cartucheiras recheadas de ecstasy, maconha, haxixe, LSD e outras substâncias ilegais. Vinte e seis horas depois (com direito a pontes assustadoras e estradas incrivelmente precárias, estreitas e poeirentas, cheguei ao local do festival).

Cinco dias depois, meti-me novamente em um ônibus, dessa vez um daqueles antigos, arredondados que só servem a certas escolas do interior e era pilotado por um caboclo bigodudo com um puído chapéu de boiadeiro. O sujeito dirigia o ônibus como se domasse um cavalo xucro e, durante uma hora e meia mergulhados numa poeira inacreditável, fomos ultrapassando demais veículos que simplesmente desfaleciam ou desmanchavam pelo caminho, até chegarmos na cidade de Alto Paraíso (GO).

Durante todo esse percurso, assim como na estadia em Alto Paraíso, estive em companhia de um divertido casal de ravers que devem tornar-se personagens do nosso livro.

Dois dias depois (no caso hoje de manhã), às cinco e meia, embarquei num Gol daqueles já cansados, de um jornalista de Brasília que viajava com a mãe. Conheci os dois ontem, durante uma trilha na chapada dos Veadeiros. Menos de duas horas depois, após cruzar pouco mais de duzentos quilômetros a uma velocidade de gelar o estômago, (140km/h nos momentos calmos) estava nesta estranha cidade que é a capital do país.

Ainda consegui uma carona com a irmã do sujeito que me deixou no aeroporto. Agora, se tudo der certo, dentro de algumas horas estarei saboreando uma inconfundível pizza paulistana.

Desculpem pela pressa e pela revisão descompromissada, mas é que a contagem regressiva dos meus créditos na base da tela me deixa tenso. Em breve, mais notícias do Trancendence.

4 Respostas

Subscribe to comments with RSS.

  1. Gabo said, on julho 18, 2008 at 16:04

    E aí, quantos ecstasies acha que Niemeyer e Costa tomaram pra “bolar” Brasília?!
    Bom, vejamos o que tem pra contar logo mais.
    Abs

  2. Tomás Chiaverini said, on julho 18, 2008 at 16:28

    Hehe, acho que deve ter sido alguma outra droga, alucinógena.

  3. MaryAnna said, on julho 18, 2008 at 22:56

    AAAAAAAawwww, deve ter sido uma experiência e tanto esse festival!… Aguardo anciosa tua narrativa!…

    Eu fui pra Porto Alegre no último final de semana e fui numa rave lá!… Depois, se quiser, te conto como foi!…

    Bjo grande!… ;****

  4. adrio inveriach said, on julho 19, 2008 at 12:18

    Puxa! Ainda bem que ele sobreviveu e vai continuar nos divertindo com este perfumadíssimo bloggghhrrr


Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: