Antes da Estante

On the road

Posted in De segunda by Tomás Chiaverini on junho 23, 2008

Daqui a pouco mais do que quinze dias, embarco num ônibus repleto de ravers em direção a Alto Paraíso (GO), para cobrir um dos maiores festivas de música eletrônica do país. Por módicos R$ 280, terei direito a participar dos cinco dias de música ininterrupta do Trancendence, além do privilégio de montar minha barraca sobre uma camada subterrânea de místicos cristais energéticos.

Nos meus planos, essa viagem será uma espécie de fio condutor do livro. A narrativa das experiências e histórias dos ravers, desde a saída de São Paulo até o fim da festa, somada às minhas impressões sobre essa doideira toda, deverá se intercalar aos demais capítulos.

Há, entretanto, um porém. Será que esse grupo em que me inseri se mostrará interessante o suficiente? Será que estarão dispostos a dividir suas experiências? Enfim. Em homenagem ao meu amigo João, que adora clichês: estão lançados os dados do destino.

Desejem-me sorte!

5 Respostas

Subscribe to comments with RSS.

  1. Adrio Inveriach said, on junho 24, 2008 at 00:50

    BOA SORTE… MESMO!!!!!

  2. Adrio Inveriach said, on junho 24, 2008 at 00:59

    Cliche ou não “estão lançados os dados do destino” é bonito.

    Derivações etimológicas:

    mais bacana ainda é dizer “alea jacta est” =a sorte está lançada…

    em latim alea quer dizer acaso (daí o termo “aleatório), mas tb quer dizer sorte.

    Acho que em latim, não existe a palavra para azar (que quer dizer acaso em árabe… )

  3. orlando said, on junho 26, 2008 at 04:05

    O significado de “azar”, em francês, também significa “acaso”. São cognatos as expressões, a francesa e a brasileira. Talvez a derivação no português possa vir de “por um acaso do destino, ocorreu algo ruim”, daí o sentido de má sorte!
    Quanto à nossa viagem ao universo “rave”, fico imaginando, Tomás, qual seria a sua tese antes de iniciar o livro: o que você procurava provar ou constatar ao iniciar tudo isso???

  4. Tomás Chiaverini said, on junho 26, 2008 at 16:36

    Boa pergunta, meu caro Orlando. Acho que meu principal objetivo ao iniciar este mergulho era conhecer e retratar um outro extremo da nossa condição humana. Se no Cama de Cimento, de certa forma, fomos ao limíte do desespero, aqui vamos ao extemo do prazer. E o mais curioso é que os dois convertem numa mesma busca inútil por liberdade. Quer mais humanidade que isso?

  5. Adrio Inveriach said, on junho 30, 2008 at 01:41

    É uma grande sacada!
    Realmente… uma das grandes procuras da humanidade, é a busca desse extranho ser, essa espécie de mito que é a liberdade.


Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: