Antes da Estante

Morte na rave

Posted in De segunda by Tomás Chiaverini on maio 13, 2008

A Tribe é uma das maiores raves do Brasil, ocorre em cidades diversas, em várias edições por ano. O público sempre passa da casa dos quatro mil participantes. Houve edições em que mais de 20 mil pessoas estiveram presentes.

Controlar vinte mil pessoas não é bolinho. E a coisa fica ainda mais complicada quando essa multidão se reúne em algum sítio distante e, pelo menos parte dela, se entope de balinhas, ácidos, álcool e outras substâncias que abalam a razão.

Na última Tribe, um rapaz desapareceu e, quatro dias depois, foi encontrado morto no fundo de um penhasco na área da festa. As causas da morte só devem ser divulgadas daqui a mais de um mês, mas diversas versões pipocam em fóruns de bate-papo da comunidade psytrace na net.

Fanáticos dos dois lados se agridem. Opositores das raves alegam que eventos desse tipo são apenas desculpa para tráfico e consumo de drogas. Organizadores se dizem competentes e afirmam ter tomado todas as precauções necessárias.

Mas a maior das alegações usada por aqueles que defendem as raves talvez esteja no carnaval. Afinal, parece difícil encontrar alguma festa que incentive mais o tráfico e o consumo de drogas do que o carnaval. Quanta gente não morre por esse brasilzão a fora por conta de acidentes de trânsito, brigas de rua e outras insanidades carnavalescas?

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