Antes da Estante

Mas, afinal, por que um livro-reportagem sobre raves?

Posted in De segunda by Tomás Chiaverini on maio 5, 2008

Além do interesse por toda e qualquer manifestação humana que saia do lugar-comum, cito abaixo alguns fatores culturais e mercadológicos para justificar a elaboração de um livro-reportagem sobre raves.

1) O Brasil é o país com o maior número de festas rave por ano – 1.400 – e é onde há maior crescimento deste tipo de evento.

2) Em seu recém lançado livro “1968 – O que fizemos de nós” (Planeta/2008), o jornalista e escritor Zuenir Ventura dedica todo um capítulo às festas rave. Para ele, o fenômeno é o maior emblema da juventude atual.

3) O cineasta José Padilha, de Tropa de Elite, irá produzir um longa-metragem sobre raves. As filmagens devem ter início no final do ano, e a estréia deve ocorrer após o lançamento do livro.

4)Existem apenas dois livros sobre o universo da música eletrônica no Brasil, ambos esgotados.

5)O primeiro é “Babado Forte”, de Érika Palomino. Trata do universo dos clubes de música eletrônica em São Paulo e esgotou-se rapidamente. Aborda apenas superficialmente o universo das raves.

6) O segundo é “Todo DJ já sambou”, de Cláudia Assef, que traça um histórico da música eletrônica no país. Os 5 mil exemplares da primeira tiragem se esgotaram em um ano e ele deve ser relançado pela Rocco no segundo semestre. O fenômeno das raves não é abordado.

7) O livro mais importante sobre raves, que elabora um amplo panorama da cena internacional, foi escrito por autores ingleses, está esgotado e também deve ser reeditado, mas apenas em inglês.

Anúncios

6 Respostas

Subscribe to comments with RSS.

  1. Lygia de Luca said, on maio 6, 2008 at 19:15

    Tua responsa é bem grande, guri… faça juz à missão e mergulha de cabeça! 🙂
    Bjo!

  2. Tomás Chiaverini said, on maio 6, 2008 at 23:07

    Pois a senhorita deveria saber que a responsabilidade de um jornalista é sempre bem grande, minha cara. E sem ameaças por favor.

  3. Danita said, on maio 8, 2008 at 02:01

    Convenceu-me.

  4. orlando said, on maio 14, 2008 at 17:04

    Creio que é preciso ter um pouco de cuidado com essa história da “responsa”. O que isso quer dizer? Se estivéssemos falando de redação de jornal, etc&tal, matéria factual, até creio que seja compreensível. Mas em um projeto tão bacana quanto um livro reportágem há espaço para se ser ousado, passional mesmo. Então, creio que a “responsa” do Tomás é, principalmente, como ele mesmo e com suas conclusões. Muito mais que uma edição do exemplar “O que é rave e música eletrônica” da Coleção Primeiros Passos (da Brasiliense, alguém lembra???), ele está escrevendo um livro que fala de raves sob a ótica de ninguém menos que Tomas Chiaverini.

  5. orlando said, on maio 14, 2008 at 17:05

    E por que cargas dágua sempre que eu comento aparece essa mandala violeta??? Reivindico o vermelho para me representar!

  6. Tomás Chiaverini said, on maio 14, 2008 at 17:13

    Não tenho nada a ver com a mandala violeta. Pelo menos, acho que não.


Deixe uma resposta para Lygia de Luca Cancelar resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: