Antes da Estante

E se a rainha não deixa seus súditos se divertirem…

Posted in Uncategorized by Tomás Chiaverini on março 7, 2008

No início da década de 1980, cansados das leis britânicas que obrigavam os Pubs a fecharem às onze da noite, os jovens ingleses começaram a produzir suas próprias festas que, para manter distância segura das autoridades, aconteciam sempre em sítios, afastados da cidade ou nos Squats — prédios abandonados tomados por grupos de jovens que construíam espécies de cortiço, às vezes até com apoio do governo.

Quando começaram a ganhar algum dinheiro com esses estranhos eventos, os DJs e os produtores da Inglaterra passaram a viajar para o estado indiano de Goa que, décadas antes, havia sido a meca do movimento hippie, com festas na praia movidas a maconha, LSD, rock progressivo e reggae.

Quando a tribo da música eletrônica colocou os coturnos londrinos nas areias de Goa, o clima hippie lembrado com nostalgia pelos participantes de woodstock transmutados em yuppies e sentados atrás de alguma escrivaninha em Wall Street , continuava lá, quase intacto. As festas na praia, a psicodelia, o LSD, a liberdade sexual, a filosofia paz e amor de influência budista, os gurus e as cítaras.

E a primeira coisa que os DJs urbanóides fizeram foi ligar os gravadores, os notebooks e começar a capturar tudo aquilo, a transferir os sons da índia para as DAT tapes. Sim, antes do MP3, dos gravadores de CD e da Internet de banda-larga, os meios utilizado pelos DJs viajantes limitavam-se às Digital Áudio Tapes (DAT), umas fitinhas cinzas, parecidas com as Mini-DVs mas usadas para gravar som com alta qualidade.

Eles gravavam tudo. Cítaras, mantras e crianças falando hindi, e depois mixavam, remixavam e misturavam às bases eletrônicas, dando início a um estilo de música que ficaria conhecido como o Goa-Trance.

As festas de Goa, com essa nova vertente do som eletrônico e embaladas naquele clima nostálgico do Verão do Amor, passaram a atrair cada vez mais adeptos de diversas partes do mundo.

To be continued…

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Uma resposta

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  1. Paulo Ranieri said, on março 9, 2008 at 16:12

    Fala Chiaverini..
    Esse universo da blogsfera é meio maluco, apesar de eu não saber te explicar com palavras o que significa este “maluco”. Mas é eficiente…
    Separa um “Cama de cimento” pra mim, pois quero comprar qdo voltar.. devidamente autografado por Hernán Crespo..
    Abraço


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