As surreais lições de Zé do Caixão, na Piauí 61
O doce mais doce que o doce
As lições gasosas de Zé do Caixão para aprendizes de detetive
por Tomás Chiaverini
Apertados em carteiras de fórmica bege, os 38 aspirantes a detetive particular silenciaram assim que Zé do Caixão adentrou a sala de aula. Passava um pouco das 10 horas de um sábado. O sol entrava pelos janelões e diminuía a aura macabra do cineasta, levemente encurvado aos 75 anos. As unhas longuíssimas, encardidas e retorcidas – seu traço distintivo mais marcante – haviam sido cortadas duas semanas antes. Ele tampouco trajava a característica capa preta sobre a camisa. Mas isso não impediu que, ao lado do quadro-negro, José Mojica Marins atraísse total atenção dos alunos do Instituto Universal dos Detetives Particulares, no Centro de São Paulo.
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