Operação Trancendence
Durante três das cinco noites do festival Trancendence, a Polícia Civil de Goiânia esteve presente numa operação para coibir o tráfico e o consumo de drogas.
Eram quinze agentes, um delegado e três escrivões. Um total de dezenove policiais que, diariamente enfrentavam os quarenta quilômetros de terra da estrada que levava à festa para passar os dias em uma pousada de Alto Paraíso.
Assim, gastando o dinheiro dos contribuintes, essa brilhante operação autuou 73 pessoas que, quando muito, terão de pagar uma multa, mas, muito provavelmente, serão apenas repreendidas verbalmente por um juiz do interior.
O que mais impressiona, contudo, é a quantidade pantagruélica de drogas apreendidas: 131 gramas de maconha, 45 gramas de haxixe, 19 pontos de LSD e 8 gramas de maconha.
Ou seja, se apenas um daqueles policiais virasse de ponta cabeça a mochila do sujeito que dormia na barraca ao lado da minha, provavelmente iria economizar um bocado de tempo e dinheiro público.
Talvez até achasse uns comprimidinhos de ecstasy para deixar o flagrante mais colorido.


O tráfico ilegal e o consumo semi-livre de tudo quanto é tipo de droga (e remédios como os picadurois, tipo viagra, e antidepressivos de tarja preta) são uma verdadeira mosntruosidade.
Nas reivis, festivais, grandes shows, casas noturnas, clubes noturnos elegantes (e fuleiros como o puteiro perto do meu restaurante), … etc. o consumo de drogas ilícitas é praticamente liberado.
Aí de repente fazem uma grande apreensão da droga que todo mundo está consumindo meio por baixo do pano…. e prendem algum traficante que talvez não tenha pagado bem sua proteção à tal banda podre da polícia.
Fazem congressos internacionais, operações militares em territórios produtores… enfim, o maior estardalhaço. E uma boa parte da turma envolvida nesse combate se não está consumindo alguma droga está enchedo a cara.
E esse esquema aparentemente paradoxal alimenta uma bandidagem gigantesca e cruel.
Por que a proibição de uma coisa que todo mundo usa?!
Por que não se legaliza o comércio de algo que está sendo abundantemente consumido e comercializado ilegalmente?
Acho que os frequentadores deste perfumadíssimo bleorgh sabem a resposta…
O mais engraçado é que os detentores do poder de polícia focam os usuários, ou os pequenos intermediários. Mas e os grandes traficantes??? Nem todos são do porte do colombiano Abadia! Ou dos donos dos morros cariocas! Alguns são criminosos de conhecimento público, com endereço certo e sobre os quais corre à boca miúda o teor de suas atividades e, diga-se, entre os cidadãos comuns. Mas eles não são presos. Vai entender!?