Antes da Estante

O Mago!?

Publicado em De segunda por Tomás Chiaverini em Junho 30, 2008

Comprei e estou lendo a biografia de Paulo Coelho.

Dito isso, já vou me justificando para a hora de odiadores do escritor mais traduzido da atualidade, que vendeu nada menos do que 100 milhões de livros ao redor do planeta. Apesar de nunca ter lido nada além de alguns trechos dos livros de Paulo Coelho – os quais não me agradaram -, não posso negar que tinha um bom tanto de curiosidade sobre como ele passou de repórter de revistas de satanismo a parceiro de Raul Seixas e, por fim, best seller mundial.

Além disso, “O Mago” (Planeta/2008 ) foi escrito por Fernando Morais. Sim, também há ressalvas quanto a Morais, principalmente quando se fala em política. Mas ele é um excelente biógrafo e, como ando construindo uma porção de perfis – espécies de mini-biografias – achei que não faria mal buscar inspiração e técnicas nessa nova e extensa obra (630 páginas).

E Fernando Morais não decepcionou. Tem um texto conciso, fluido e cativante, e traz histórias pra lá de fantásticas.

Quanto a Paulo Coelho, muitos dos preconceitos que temos a respeito de sua figura, se confirmam. Desde que era coelhinho, ele já se mostrava um mitômano de caráter um tanto duvidoso.

Mas uma coisa é certa. Estou mais ou menos na metade do livro e já vi Paulo Coelho passar por experiências de vida que lhe gabaritariam para ser um grande escritor. Ou seja, graças a Fernando Morais, vou ter que me render a curiosidade e ler pelo menos um dos achincalhados romances do bruxo carioca.

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11 Respostas

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  1. Bibiana Maia disse, em Junho 30, 2008 às 20:33

    Olá Tomás Chiaverini,

    Desde que passou lá no “Desce1Lead!”, tenho vindo aqui para acompanhar o andamento do livro sobre raves.
    Admiro sua vontade de mergulhar a fundo e ir neste festival de psy em São Paulo.
    Geralmente as pessoas são abertas a falar sobre o assunto, até porque muitos não gostam do preconceito que sofrem.
    Enfim, com certeza você vai encontrar muitas histórias interessantes e, no mínimo, loucas.

    Boa sorte na viagem!

    Abraços.

  2. Tomás Chiaverini disse, em Junho 30, 2008 às 22:40

    Obrigado, Bibiana.

  3. Adrio Inveriach disse, em Junho 30, 2008 às 22:45

    Eu li o Alquimista, há um bom tempo. Justamente pra saber qual seria a receita do sucesso.
    Fui com a melhor das boas vontades… mas achei muito ruim. Inclusive mal escrito.
    É um texto muito simples, rasteiro… chega a ser rudimentar.
    Não tenho nada contra esoterismos e andei estudando alguma coisa nessa área, mas esse livro é feito para pessoas realmente muito ignorantes e despreparadas.

    Continuo sem saber a razão do incrível sucesso de nosso maior escritor, pelo menos em termos de vendagem.

  4. Tomás Chiaverini disse, em Junho 30, 2008 às 22:48

    Talvez seja justamente essa simplicidade rudimentar.

  5. orlando disse, em Julho 1, 2008 às 04:28

    Esoterismo? Ou auto-ajuda? Simples, sem grandes sofisticações ou revelações e, portanto, de gosto popular. Não é verdade que os best-sellers são as obras mais lidas pelos que menos lêem! Já li pedaços de vários: o mais interessante é “O Diário de um Mago”, que creio seja o primeiro. Aliás, Mestre Tomás do Trance, você bem que poderia abordar um pouco o lando new-psy-riponga-zen desse povo tranceiro: é ganesha, uon (se é que é assim que se escreve) e um monte de outras referências hidus! Modismo? Leseira? Referência hippie? Xamanismo (com todo respeito a quem acredita)? Ou é maconha. ácido e ecstasy mesmo?

  6. Bruno disse, em Julho 1, 2008 às 17:56

    Acho que a receita é simples, mas difícil de ser feita. O cara simplesmente percebeu exatamente o que as pessoas estavam querendo ler. E hoje em dia, Deus, o coletivo, foi substituido pelo mito individual, do tipo publicitário. Ele vem, escreve uma história dizendo que cada um é especial a seu modo e todo mundo fica feliz e satisfeito. Claro que ele acerta na veia.

  7. Adrio Inveriach disse, em Julho 1, 2008 às 20:31

    O que me impressiona no sucesso do Paulo Coelho é que acho ele chato, sem graça…
    Não dá prazer na leitura.
    O Código da Vinci, é uma estória boba, Anjos e Demônios, mais boba ainda, mas o cara escreve muito bem. Muito bem, mesmo.
    A gente sabe que está lendo uma bobagem mas não consegue largar o livro. Perdi algumas madrugadas lendo esses dois livros bobos!
    Nesse caso dá pra entender o sucesso. Afinal o cara é muito bom, pelo menos tecnicamente falando.
    Mas nosso maior escritor… Sei lá, pode ser implicância minha, mas ele escreve mal…
    Mas acho que o Bruno matou a charada…

  8. Tomás Chiaverini disse, em Julho 1, 2008 às 21:51

    Também acho que o Bruno tem razão. E creio que deve haver detalhes sórdidos sobre o assunto no curso da biografia. No ponto que estou (mais ou menos a metade), Paulo Coelho acabou de conhecer Raul Seixas. Ainda não cheguei, portanto, na carreira literária propriamente dita.
    Quando chegar, volto ao assunto. Enquanto isso, mantenhamos a discussão.
    Abraços!

  9. [...] quase um mês atrás, postei um texto sobre a incrível história de vida do mais bem sucedido autor nacional, senhor Paulo Coelho de [...]

  10. Marcelino Rodriguez disse, em Novembro 18, 2008 às 00:08

    Meu Caro, eu sou o autor citado na página 440 do livro. O livro do Morais está como sempre superdetalhado e bem escrito. Embora muitos não reconheçam, o Paulo Coelho toca em assuntos pouco divulgado em suas obras, dai ser quem é. Se Vc tiver a obra digitalizada e quiser me mandar (eu tenho uma livraria de ebooks) por favor marcelinovips@hotmail.com Grato. Marcelino Rodriguez

  11. Tomás Chiaverini disse, em Novembro 18, 2008 às 12:50

    Caro Marcelino,
    Agradeço pela disposição em avaliar a obra, mas já tenho contrato para publicação.
    Um abraço,
    Tomás


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