Sentindo na pele – continuação
- 4h52
Luzes lazer voam. Parece divertido. Mas nada se compara ao som. Baixos.
Cabeça a mil, não consigo parar de pensar. Otimismo. Sucesso. Preocupação apologia. Vai tudo dar certo.[pensamentos e sentimentos eram em relação ao livro]
4h53
Esses barulhinhos!
Não consigo parar de anotar. Quero dançar.
Clareza mental, mente muito mais ágil. Focada na experiência, no livro. Quero baixos, graves.
5h01
Não sinto o tempo passar. Não vou mais guardar o bloco. Posso ficar aqui sendo espancando pelo resto da vida. Esses Barulinhos! Anoto no escuro cada vez mais.
5h03
Não quero pular, mas meu corpo se move, principalmente cabeça. Esses barulinhos. Entendo porque alguém pode morrer desidratado.
Mais perto. 10 metros. [distância das caixas de som] Prejudicial, sem dúvida, mas muito melhor. Minha calça vibra e massageia pelos das pernas.
Boca seca. Chiclete bom. Esses barulhinhos. Me desequilibro. Não estou tonto, mas música me levanta. Se pulasse cairia.
5h05
Deviam distribuir ecstasy no pescoção. [pescoção é gíria jornalísica para a jornada extra feita na sexta-feira para terminar o jornal de domingo, geralmente acaba por volta das 5h de sábado]
5h08
Maxilar incontrolável. Chiclete bom. Música me comanda. Foda-se o Dj. Música. [considerações sobre importância do DJ, que me pareceu muito pequena]
5h10
Me seguro para não anotar tanto. Viver. Mas quero anotar. Mente a mil. Sinto a textura do papel na ponta da caneta. Maxilar enche o saco.
Esses barulhinhos. Me preocupo se bloco não vai acabar. Anoto letra menor. Pirulito não parece má idéia.
Encontro amiga. Sem vontade conversar.
5h14
É feito para E, sem dúvida. [música eletrônica]. Enxergo no escuro.
Pista muito cheia. Fora, multidão. Meninas e meninos brincam com elástico, muita gente. [Saí da pista para conferir como a festa progredia]
5h20
Há fila para tudo, mas não me importo porque não preciso de nada. Talvez outro bloco.
Me afasto da pista. Barulinhos me perseguem. Maxilar. Mordo bochecha. Banheiro mulheres fila impossível. Visão meio embaralhada. [no claro]
Fora da pista é impossível. Ah, que beleza é a pista e suas luzes roxas. Menina do encontrão pára e me olha.
QUERO MAIS . Fim do livro. [foi uma idéia de como terminar o livro, dizendo precisar de mais festa]
Se a festa acabasse agora seria horrível.
Continua amanhã…


Hehehe! Depois ninguém entendia os beat-nicks…. muito bom meu caro Tomás! Imagino – esses barulhinhos – o livro! Sex, drogs and eletro!
Oh! Onde foi parar meu filhinho!!!
Que Horror. E eu que me sacrifiquei tanto por ele….
É isso mesmo, presado tomás, essas drogas estimulantes levam o consumidor ao paraíso. E aí onde mora o perigo… o demônio tem que parecer lindo para seduzir!
Mas o que gostaria de saber é se o Ecstasy dá ressaca.
Porque a cocaina chupa em o tudo o que te dá… e mais um pouco.
Assim que vc terminar de descrever essa tua experiência voltarei a comentar sobre o assunto.
Ih, acho que prezado é com Z!!!
Não se preocupe, caro Ádrio,
Assim que terminar a viagem coloco os efeitos colaterais.
E pois é, meu pai. Isso certamente é fruto de uma vida familiar conflituosa…
O problema do seu “pai” é que a identidade secreta dele foi dedada pelas mandalas! Um troço místico… Hehehe
Vixe desmascarou. E pior que ele é meu pai mesmo.
Ih, caramba… Meu disfarce ficou pior do que os óculos do Clark Kent.
PÔ, ´Tomás, vc poderia ter dito que o Adrio é um amigo do teu pai…. que sempre te chama de meu filho, ou algo parecido…
Como Ádrio eu me sentia mais a vontade pra tecer os comentários.
AAAntâunnn… vou continuar como Ádrio.
aaabbbrrrrçççççssssss
[...] sentir na pele as sensações de um ravers, ou seja, um freqüentador de rave. O relato está aqui, aqui, aqui e aqui. Apesar de jovem, esse é o seu segundo livro, o primeiro é “Casa de [...]